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Mostrando postagens de dezembro, 2023

Capítulo 7 - Salve-se quem puder

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 A importância do SUS Não foi por acaso que o Brasil negligenciou a compra da vacina. Não foi por acaso que não se investiu em testagem em massa. Não foi por acaso que houve uma atuação tão forte contra a ciência e contra tudo o que os cientistas diziam. Não foi por acaso que justamente as autoridades que deveriam nos guiar investiram tempo e dinheiro na propagação de mentiras sobre o vírus, sobre a vacina, sobre um tratamento precoce que nunca existiu. Não foi por acaso, não foi por acidente; foi por propósito, mesmo. Foi por projeto. Isso são falas de Tiago Rogero, que evidencia como se acentuou a desvalorização do SUS no governo Bolsonaro. Mídia Ninja, 2020 Antes do Sistema Único de Saúde (SUS) existir no Brasil, muitas pessoas, especialmente os povos originários e as comunidades negras, cuidavam da saúde usando remédios naturais e tradições passadas de geração em geração. Era difícil encontrar ajuda médica, principalmente para aqueles que não tinham muito dinheiro. O caso que J...

Capítulo 6 - Raízes da resistência

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Existe liberdade religiosa no Brasil? Depende pra quem. Ao longo da história do país, a questão da intolerância religiosa esteve intricadamente interligada com o racismo, formando uma teia complexa de discriminações. Desde os tempos coloniais, quando as crenças dos povos indígenas foram suprimidas, até a escravidão, que impôs aos africanos trazidos como cativos uma religião alheia, o Brasil carrega as marcas de uma convivência muitas vezes conflituosa entre diferentes sistemas de fé e raças. A miscigenação cultural e religiosa, por um lado, enriqueceu o Brasil com uma diversidade única de práticas espirituais. Por outro, gerou tensões profundas. Durante o período colonial, a imposição do catolicismo pelos colonizadores resultou em perseguições aos cultos africanos e indígenas. Com a abolição da escravidão, a população negra, agora liberta, enfrentou resistência à preservação de suas tradições religiosas, contribuindo para a marginalização de religiões como o Candomblé e a Umbanda. No s...

Cap 1. A grande aposta

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O Museu Nacional do Rio de Janeiro tem raízes na história do Brasil, tendo sido inicialmente o Palácio de São Cristóvão, construído por Elias Antônio Lopes, um comerciante rico envolvido no tráfico de pessoas. Este palácio foi doado à família real, apesar das conexões grotescas de Lopes com o tráfico de escravos, simbolizando a proximidade entre a família real e o comércio de seres humanos. Essa relação complexa contribui para a compreensão do prolongamento da escravidão no Brasil, influenciando eventos como a independência e moldando a identidade do país. O Museu Nacional, eventualmente, testemunhou o trágico incêndio de 2018, ressaltando a necessidade de preservação da história e reflexão sobre suas nuances. A Polícia Federal concluiu em 2020 que o incêndio no Museu Nacional não foi criminoso, mas causado por um curto-circuito em um ar-condicionado, resultado da falta de manutenção e investimentos. Apesar dos esforços para revitalizar o prédio com recursos do BNDES, o contrato assina...

Capítulo 4 - O colono preto (Bianca Nunes, Cailane Maia e Maria Fernanda)

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  Leis na promoção de oportunidades,  ajuda ou controle disfarçado de liberdade? A história do Brasil é marcada por uma trama complexa de leis que moldaram o acesso à educação e perpetuaram desigualdades sociais, especialmente no que diz respeito à população negra. Ao escutarmos O colono preto, vimos que as leis destinadas a promover oportunidades educacionais podem ser vistas sob diferentes perspectivas. A questão central que emerge é se essas leis são verdadeiras ferramentas de ajuda na busca por equidade ou se, de alguma forma, representam um controle disfarçado de liberdade para determinados grupos sociais. A trajetória histórica apresentada revela momentos em que as leis se mostraram contraditórias, refletindo preconceitos enraizados. Desde o século XVIII há situações em que destacaram a discriminação na matrícula escolar com base na cor da pele, a legislação frequentemente esteve permeada por visões discriminatórias. Em 1760 uma moça chamada Izabel fez  um pedido pa...

Capítulo 2 - Tempos Breves

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 Joaquim e José de Souza Breves foram grandes cafeicultores durante o | e || reinado, possuindo mais de 70 propriedades e cerca de 5 mil escravizando nos seus nomes. Suas terras se estendiam pelos atuais municípios de Mangaratiba, Resende, Barra Mansa, Rio Claro e pelos municípios paulistas de Bananal e Areias. Dizia-se, na época, que podia-se ir do oceano até Minas Gerais e do Rio até a divisa com São Paulo, sem sair das suas terras .   Em 1831, após uma grande pressão da Inglaterra, o Brasil realizou a promulgação da Lei Feijó que proibia o tráfico negreiro no país, afirmando que todos os escravos que entrassem no território brasileiro a partir daquela data eram livres, porém tal ordem jamais do papel. Foi durante esse período que nasceu a expressão “para inglês ver”, fazendo referência a lei criada somente para acalmar o ânimo dos ingleses, logo que não foi verdadeiramente executada.  Diante da tal restrição, os irmãos Breves começaram a redirecionar seus investimento...

Capítulo 8 - Democracia

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RELAÇÃO ENTRE A DEMOCRACIA E A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO A democracia, em linhas gerais, é o exercício do poder político por parte do povo. Portanto a relação entre democracia e a abolição da escravidão é reveladora das dinâmicas sociais e políticas ao longo da história. A ascensão dos ideais democráticos no século XIX, especialmente após a Revolução Francesa, levantou questões cruciais sobre igualdade e liberdade que reverberaram nos debates sobre a escravidão. No entanto, vale destacar que, apesar dos avanços democráticos, a luta pela abolição muitas vezes enfrentou resistência de setores que perpetuavam a escravidão por motivos econômicos e sociais. A contradição entre a retórica democrática e a persistência da escravidão sublinhou as tensões e desafios enfrentados pelos sistemas políticos emergentes.  FIGURA 1: votação da abolição da escravidão em Fortaleza-Ceará. FONTE: José Irineu de Souza. O podcast (Projeto querino) no episódio 8: Democracia, aborda a Revolta de Carrancas em 1...

Poema Capitulo 5 - Os piores patrões (David Marralley, Felipe Leal e Pedro Henrique)

Nas sombras do passado, ecoa um lamento, Tiago Rogero, jornalista, desvela o tormento. Elite escravagista, em sua hipocrisia,  Recusava tarefas simples, desprezava a valia.  Em tempos de pandemia, cruel ironia, Banheiros sujos, marca da tirania.  Escravizados, vítimas da desumanidade,  Exploração, injustiça, triste realidade.  Patrões cruéis, abusivos, sem compaixão,  Tiago Rogero, com voz, traz a revelação.  Poema de resistência, contra a amnésia,  Luz sobre a história, contra a tirania.

Capitulo 3 - Chove chuva | (Lana Duarte, Rui Moreira E Yago Victor) - Falando sobre a música brasileira e como foi influenciada pela cultura africana

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A cultura africana foi essencial para a formação de estilos musicais brasileiros, o famoso MPB. Sem essa influência a nossa música seria completamente diferente do atual pois a mesma teve como base músicas de origem africana. Vale lembra que ao chegarem no Brasil, pelos africanos escravizados, essas melodias não era reconhecidas como músicas e eram colocadas com batuques, sendo fortemente oprimidas, que não faziam sentindo, com diversos cantores negros não era respeitados pois não tinha estudado em grande escolas Europa, como o  Padre José Maurício . Estilos musicais como Samba e jongo, deixam claro a importância da música e cultura africana para como o estilo brasileiro é reconhecido mundialmente, sendo a união perfeita entre ritmos africanos, indígenas e portugueses. A música popular não era tão conhecida na época, pois era algo praticado por mulheres e negros, classes que mais sofrem opressão, logo não tinham liberdade de expressão. Porém, uma mulher chamada Chiquinha, foi funda...